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Como a BRF está usando inteligência artificial no recrutamento

Por Valor Econômico - 05/05/2022

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Para Alessandro Bonorino, vp global de gente, gestão e transformação digital da empresa, tecnologia melhora a assertividade na seleção usando algoritmos sem vieses.

A BRF, gigante do setor de alimentos com 100 mil empregados em 127 países, sendo 93,6 mil no Brasil, planeja reforçar o recrutamento de novos talentos com o uso de inteligência artificial (IA). Quem afirma é Alessandro Bonorino, vice-presidente global de gente, gestão e transformação digital da dona de marcas como Sadia, Perdigão e Qualy. “Vamos memelhorar a assertividade na seleção usando algoritmos sem vieses, para garantir a diversidade na mão de obra, e acompanhar os resultados com um grupo também diverso”, afirmou o executivo, durante live da série RH 4.0 do “Carreira em Destaque”, mediada pela editora de Carreira do Valor, Stela Campos. A empresa tem mais de 1,8 mil vagas em aberto no país, sendo 1% para posições de liderança.

Com os novos recursos, a ideia é ampliar opções de contratação com a eliminação de critérios que só serviam para “barrar” novos currículos. Na área de tecnologia, por exemplo, a BRF parou de exigir diploma universitário para funções como programadores. “Descobrimos que havia gente boa que sabia programar e não tinham formação acadêmica.”

A ação faz parte de uma onda de digitalização nas rotinas de recursos humanos da BRF, como admissão, experiência do funcionário e treinamentos, iniciada em 2017.

Desde 2021, a empresa usa um sistema de admissão digital no Brasil que coleta e valida os documentos de novos funcionários. A novidade, pensada para cobrir a diversidade da força de trabalho, tem versões em português, espanhol, francês e crioulo, um dos idiomas falados no Haiti. Mais de 11 mil contratações foram feitas remotamente, sendo 1,1 mil de estrangeiros, como venezuelanos, haitianos e angolanos.

Outra frente aberta com a digitalização é a “Flor do RH”, assistente virtual que pode ser acessada via celular. A ferramenta envia holerites, extratos de despesas médicas e recebe solicitações como alteração de planos odontológicos, reembolso educacional e registros de vacinas contra a covid-19. É capaz de responder mais de 22 mil perguntas, em cerca de 50 temas, e já foi utilizada pelo menos uma vez por 98% dos funcionários, com uma média de 100 mil atendimentos mensais. A companhia iniciou a internacionalização da ferramenta para atender, em inglês, mais de dois mil empregados em cinco países do Oriente Médio – Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

A BRF também está estruturando uma nova plataforma de capacitação, em várias línguas, inclusive árabe e turco, a fim de impactar 100% do quadro. “A ideia é alcançar 100 mil funcionários até setembro”, afirma.

Para colocar todos os planos “na rua”, os times de tecnologia e RH atuam com metodologias ágeis para acelerar entregas e definir prioridades entre demandas pontuais e iniciativas mais estruturantes. Também validam os projetos por meio de conceitos usados no universo das startups, como o mínimo produto viável (MVP, na sigla em inglês) e provas de conceito.

A multinacional, com 41 unidades de produção no mundo, sendo 35 no Brasil, adotou o expediente remoto para as áreas administrativas (menos de 10% do quadro), no início da pandemia. Desde março de 2022 aderiu a um modelo que chama de “flexível”. O arranjo dos dias trabalhados em casa ou no escritório é combinado com as chefias e depende de cada função, diz Bonorino.

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